O Céu e a terra

A liturgia da Igreja é, antes de qualquer outra coisa, diálogo do Filho com o Pai, no Espírito Santo; é a entrega plena, completa, até ao fim do Verbo Encarnado, que no altar da Cruz se diz todo, naquela oblação maior.

Deste modo, a liturgia é celebração do Céu que vem à terra nesse Deus feito homem, nascido em Belém; de Deus que se torna um com a Sua criatura humana e aceita participar da sua sorte. Até que o mistério velado do Natal resplandeça na Páscoa de Jesus (cf. Lc 2, 19; Jo 19, 30). Até que aquela união começada no ventre de Maria se consume na Paixão, Morte e Ressurreição do Senhor. Até que nós, incorporados em Cristo pelo Baptismo e n’Ele salvos, possamos tomar parte na vida plena, na alegria e no amor do Céu, de que nos abriu a porta no Seu lado rasgado.

Por tudo isto, a liturgia é também acção do Corpo de Cristo, que é a Igreja. É louvor perene que através dos séculos bendiz a Deus na contemplação inútil do amor dos seus filhos que O adoram nas espécies guardadas no sacrário e reconhece na indigência do pobre, Aquele que se fez pão; é sacrifício, uma só vez acontecido na cruz e tornado presente para nós em cada hora pela Eucaristia, continuado e participado nas cruzes e nos altares das alegrias e das esperanças das dores e sofrimentos, da bancada de trabalho e da mesa da escola daqueles que completam hoje na própria carne, a Paixão de Cristo (Col 1, 24). É lugar onde o outro passa de um mais a irmão e onde somos constituídos um só com Deus e com os que nos rodeiam.

Seja este site da Associação Monsenhor Pereira dos Reis ajuda a que nós façamos da nossa vida “sacrifício vivo, santo, agradável a Deus” (Rm 12, 1), a que nos tornemos bênção de Deus para o mundo.

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