23 Outubro, 2021

A primeira suspensão da Novellae Olivarum, em publicação impressa

Autor:  Cón. Samuel Saúl Rodrigues

Citação: Rodrigues, Samuel, “A primeira suspensão da Novellae Olivarum, em publicação impressa”, Novellae Olivarum nº Especial (2021), pp. 77-92.

Em Outubro de 2007 saiu a lume o livro Por caminhos não andados, Seminário dos Olivais 1945-1968, com coordenação de Artur Lemos, sendo todos os colaboradores dessa publicação, de 452 páginas, antigos alunos do mesmo Seminário.

Artur Lemos, que conheci em 1950, no Seminário de Santarém, além da coordenação da obra, escreveu 5 “narrativas”, 1 “depoimento” e o prefácio, intitulado “Memória e homenagem”.

Uma das 5 “narrativas”, entre as páginas 97 e 152, tem como título “Breve estória da Novellae Olivarum”. De todo esse texto, pretendo limitar-me ao ponto que ocupa menos de uma página, sob a epígrafe “Suspensão da Revista e Último Número”, nas pp. 134-135.

Por consequência, serão dois os temas de que vou ocupar-me, bem delimitados na mencionada epígrafe. Salvo melhor parecer, sou da opinião que vale sempre a pena integrar lacunas involuntárias, de acontecimentos em que as memórias pessoais tantas vezes não são nítidas, e deixar constância do sucedido. Tive a oportunidade de falar sobre ambos os pontos com o meu velho amigo Artur, num encontro breve em S. Vicente de Fora, algures em 2008, tendo-me ele me pedido que acrescentasse o que faltava e de que não se lembrava, como me confessou. Mas só agora escrevi [Maio de 2020], aproveitando o mais abundante “tempo livre”, proporcionado pelo confinamento a que a pandemia do coronavírus obrigou – e a proximidade da celebração dos 90 anos da fundação do Seminário dos Olivais.

  1. SUSPENSÃO DA NOVELLAE OLIVARUM

Deixando no seu lugar os outros considerandos do meu amigo, limito-me no parágrafo inicial: “Em 1961 a Revista deixa de publicar-se e não há sinais de polémicas ou dramas internos. Desaparece naturalmente”. Ora, algum “drama” … houve, digo eu. Vejamos.

Para o ano letivo 1960-61 eram estes os responsáveis pela Novellae, com os nomes conforme nela estão escritos: diretor Luís Moita; redatores António Pinto Ribeiro e João Núncio; administradores Francisco Duarte e Samuel Saul (eu mesmo) e editor Joaquim Calheiros. [Calheiros, Xico Duarte e eu estávamos no 2º ano de Teologia, J. Núncio no 1º, P. Ribeiro no 3º e Moita no 4º]. O editor cuidava da distribuição da Revista aos alunos e do seu envio aos assinantes. Quanto aos administradores, o Francisco Duarte angariava anúncios (publicidade paga) para apoiar os custos da publicação, além da função de “cronista”, e eu próprio tinha o pelouro da cobrança das assinaturas, pagamentos, sobretudo à tipografia, e outros contactos com os assinantes. Claro que a direção reunia com todos os membros, cabendo em especial ao diretor e redatores a coordenação dos artigos a publicar.

Desde o início do ano letivo pensou-se num número especial para Janeiro, o mês do Oitavário de oração pela unidade dos cristãos (Oitavário pela unidade da Igreja, como se dizia). Na p. 131 da “narrativa”, Artur Lemos já tinha mencionado o interesse da Revista pelo ecumenismo, dizendo: “Provavelmente a abertura ao ecumenismo, que culminará com o número especial da Revista (1961), conhece, num artigo de 1956, intitulado Vestigia Ecclesiae, um marco importante” (artigo esse que é introduzido pela menção da Histoire doctrinale du mouvement écuménique, de Gustave Thils, Lovaina 1955).

Como estava a dizer, preparou-se, com vivo empenhamento da direção, e publicou-se o número especial, de 83 pp., intitulado Caminhos de unidade, a Igreja e os irmãos separados, com capa do arquiteto Marçal Correia, relativo aos meses de Janeiro e Fevereiro. Escreveram textos, além dos alunos finalistas de Teologia Fernando de Andrade Bello e Luís Moita, e do P. Michalon, sulpiciano, os presbíteros da Igreja Lusitana Luís César Pereira (que fora colega, em Medicina, do Cón. Gregório Neves e exercia o seu ministério em Vila Franca de Xira), e Eduardo Moreira; Georges Pappamikail, da Igreja Ortodoxa grega; vinha uma nota sobre a comunidade de Taizé, pedida a Roger Schutz e um resumo com longas transcrições do livro do mesmo Roger Schutz, Vivre l’aujourd’hui de Dieu.

Recordo que, nos Olivais, em 1961, a Semana da Unidade (18-25 de Janeiro) foi semeada de encontros vários com membros de outras denominações cristãs. Mantenho ainda hoje a emoção com que ouvi o pastor da Igreja Lusitana Dr. Luís César Pereira fazer a sua oração conclusiva do encontro daquela tarde, com as palavras da celebração eucarística a seguir ao embolismo do Pai Nosso: “Senhor Jesus Cristo… não olheis aos nossos pecados, mas à fé da vossa Igreja e dai-lhe a união e a paz, segundo a vossa vontade”.

Decorrendo o segundo trimestre no seu ritmo próprio, durante o mês de Fevereiro o Sr. Patriarca, Cardeal Cerejeira, foi ao Seminário, falou aos alunos no anfiteatro, almoçou connosco e reuniu com a direção da Revista. Aos alunos falou da obediência devida ao Papa e aos Bispos, consabidamente, um tema que lhe era muito querido, e informou que se interrompia a publicação da Revista.

À direção da Novellae reafirmou que a publicação da Revista era suspensa, com efeitos imediatos, por causa de alguns dos artigos publicados no número de Janeiro-Fevereiro (não o disse, mas a referência às várias colaborações de autores não católicos era óbvia), e isto por determinação superior (mencionou de forma explícita o Núncio Apostólico), que ele vinha comunicar.

Ficou claro, portanto, que a ordem para a Revista suspender a publicação veio, assim nos foi dito, através da Nunciatura. O Núncio, ao tempo, era Mons. Giovanni Panico. Segundo as praxes da correspondência diplomática pontifícia, o Núncio deve ter enviado para a Secretaria de Estado da Santa Sé esse número da Revista, com a sua informação, com outras, claro, enviadas periodicamente, no exercício da sua missão diplomática. O usual é que, de Roma, lhe tenham sido dadas instruções. Aconteceu assim no caso da suspensão da Novellae? O Núncio decidiu por si? A última hipótese seria muito estranha, mas, em concreto, já não recordo se, na altura, algo nos foi dito.

Por sua parte, a direção, vendo-se perante o facto consumado, exprimiu a sua perplexidade, pelo inesperado da decisão e dos seus fundamentos. E lembrou que a Novellae ainda não tinha homenageado Mons. Pereira dos Reis, falecido em 13 de Maio do ano anterior, no Mosteiro de Singeverga.

Em síntese: o “drama” (retomo a palavra de Artur Lemos e, de facto, polémicas não houve) que a direção viveu foi o de não poder fazer fosse o que fosse, porque o alegado “corpo de delito” aí estava, patente aos olhos de todos. A decisão era imperativa e emanava de autoridade outra, que não a do Patriarca de Lisboa.

O que se pode dizer, a 60 anos de distanciamento, é que havia nos Olivais algum ‘clima ecuménico’ avant la lettre. Digo-o porque na cadeira de Missiologia, lecionada pelo P. Felicidade e, desde 1955, pelo P. Manuel Lourenço, era feita a reflexão teológica que fundamentava a dimensão missionária da Igreja. E havia igualmente um ou outro aluno que, por iniciativa pessoal, tinha mais atenção a este campo da Teologia, como a outros. O percalço que levou à suspensão da revista dos alunos, digo-o com pena, aconteceu naquele ano de pré-Concílio. Outros acidentes de percurso aconteceram também noutros lugares e noutros contextos.

  1. ÚLTIMO NÚMERO DA NOVELLAE OLIVARUM

O encontro do Sr. Patriarca com a direção teve lugar a seguir ao almoço desse dia. Lembro-me de que a “reunião” foi feita andando a pé, para cá e para lá, diante da frontaria do Seminário, não sob a ‘avenida das tílias’, mas junto à sebe de arbustos que já delimita o parque. Além de se falar sobre os motivos da decisão de que éramos notificados, a direção fez presente que, tendo a suspensão efeito imediato, ficava de pé a questão da homenagem ao Mons. Pereira dos Reis, em número da Novellae em preparação, para o qual já havia o artigo do Doutor Marcelo Caetano, Reitor da Universidade de Lisboa, e já estavam prometidas outras colaborações. Como foi posto em relevo, seria de todo incompreensível que a Revista não fizesse a homenagem que lhe competia: Mons. José Manuel Pereira dos Reis fora o primeiro Reitor do Seminário dos Olivais e marcara gerações de alunos com princípios e valores que continuavam vivos.

A título excecional (em Março e Abril a Revista não foi publicada), a autorização foi concedida, não logo, mas comunicada mais tarde, e publicou-se o que já se sabia ser o último número da Novellae, fazendo-o coincidir com o primeiro aniversário do falecimento de Monsenhor Pereira dos Reis. Foi o n. 176, ano 18, de Maio de 1961. Como se lê na dedicatória, foi a “homenagem a quem nos ensinou a amar a Igreja”.

Seguramente para não deixar por publicar alguns artigos que a Revista já tinha em carteira, além dos textos em homenagem a Monsenhor (do então Reitor, Mons. D. João de Castro, Marcelo Caetano, Manuel Duarte de Oliveira O.S.B., P. José Ferreira e Cón. Gregório Neves), publicaram-se artigos de Artur Lemos (curiosa é a memória humana: quando lhe falei desta circunstância, o Artur não se lembrava dela), Dr. Roberto Pinto, diretor da Penitenciária de Lisboa, Dr João Afonso Viana (aluno até 1958) e Manuel Pinho Ferreira, no terceiro ano de Teologia.

A Novellae Olivarum era a revista dos alunos dos Olivais; estes foram testemunhas diretas do que aconteceu, ficando logo a saber que a sua Revista deixava de ser publicada. Mas, além dos que eram alunos desse ano, a revista tinha também os seus assinantes, sobretudo antigos alunos, e vários leigos – e a todos esses era devida uma palavra, a informar.

Em Outubro de 1961, logo no início do ano letivo seguinte, Mons. D. João de Castro disse-me ser necessário informar os assinantes da suspensão da Novellae e dever ser eu a assinar essa comunicação escrita, por me ter estado atribuído o pelouro dos contactos com os assinantes. Fiz a minuta do texto, que ele me disse para submeter à sua aprovação, assinei-o e enviei-o a cada assinante ‘externo’. Recordo que, sem mencionar os motivos da suspensão nem entrar em pormenores do que tinha acontecido, se comunicava a suspensão da Revista e se referia a esperança de a sua publicação poder ser oportunamente retomada.

Sendo testemunha, em alguns aspetos única, destes factos, na qualidade de membro da direção em 1960-61, e tendo assinado a notificação aos assinantes ‘externos’ da suspensão da Novellae Olivarum, quero deixar esta notícia, porque a Revista, na sua primeira série, impressa, não “desapareceu naturalmente”, como escreveu Artur Lemos, nem se evaporou no desinteresse dos alunos daquela época. A suspensão aconteceu por decisão da Santa Sé – e foi objeto de comunicação formal aos assinantes.

Seja-me permitido acrescentar 2 anexos:

A – INÍCIOS DA NOVELLAE OLIVARUM

A “Breve estória da Novellae Olivarum”, de Artur Lemos, abarca os anos de 1943 a 1968. Foi em 1943, de facto, que a Revista começou a ser impressa e a ser oficialmente “revista dos alunos”.

Mas a Novellae já existia desde 1936. Artur Lemos transcreve (pp. 97-98) a história desses primeiros anos, tal como vem redigida no número de Outubro de 1945, na secção “Crónicas de ontem”. Além dessas informações, o depoimento de Manuel Ferreira da Silva, in Por caminhos não andados, pp. 273-277, contém outras, complementares. Ferreira da Silva foi aluno dos Olivais entre 1938 e 1941 e foi testemunha desses primeiros anos. Relata que a Novellae se publicava “sem prazos fixos – era quando e como podia ser – e manuscrita, em que autores e artistas escreviam os seus textos e desenhos”.

Existem no arquivo “Mons. Pereira dos Reis”, nos Olivais, 3 exemplares do nº 1, ano I, da Novellae, de Maio de 1936. Portanto, a Revista não começou “a 13 de Março de 1936”, como ficou escrito na crónica publicada em Outubro de 1945 (mas não será ‘Março’ uma gralha, por ‘Maio’?), imprecisão repetida, por exemplo, no número de Dezembro de 1981, p. 21, coluna da esquerda, ao alto, então publicada como “revista do Seminário dos Olivais”, e não “revista dos alunos”, como tinha sido.

A Revista nasceu no quadro celebrativo das bodas de prata sacerdotais do Cardeal Cerejeira, comemoradas ao longo do mês de Abril desse ano de 1936. Em 1 de Abril de 1911 tinha ele sido ordenado presbítero pelo Arcebispo de Braga, D. Manuel Baptista da Cunha. Eventos marcantes das celebrações foram a “Exposição bibliográfica e de lembranças”, nas instalações da União Gráfica e, sobretudo, a sessão solene na Sociedade de Geografia, na noite de 23 de Abril, aniversário da Missa Nova, com a presença do Presidente da República, do Presidente do Conselho de Ministros, dos Bispos portugueses e de várias autoridades civis e militares, em que o Cardeal Cerejeira foi condecorado coma Grã-Cruz da Ordem de Santiago da Espada. O Seminário dos Olivais participou nas comemorações jubilares e teve, ad intra, a iniciativa da Academia de Santo António de fundar uma revista.

Curiosa é a página de rosto, a mencionar uma direção coletiva da Revista (“Direção: Academia”) e nominalmente o Redator principal, José Remelhe. Na primeira página está a fotografia do Cardeal Cerejeira, sentado, com batina, capa e barrete cardinalícios, colada pelo bordo superior.

O artigo de abertura ocupa as pp. 2-6, é seu autor o presidente da Academia, José Bonifácio da Silva e tem por título Ecce Sacerdos magnus, um texto congratulatório e festivo, com três tópicos: Modelo de seminarista, Modelo do Padre e Frutos do Jubileu. Os artigos restantes são, possivelmente, fruto de comunicações de alunos nas sessões da Academia de S. António, já realizadas nesse ano letivo.

José Bonifácio era finalista de Teologia e José Remelhe (e não Ramalho, como se lê na citada crónica publicada em Outubro de 1945), da diocese de Portalegre, veio a concluir o curso de Teologia em 1939-40.

B – FAZER MEMÓRIA

Fazer memória, quero eu dizer, de duas “instituições” fundadas no Seminário dos Olivais, nos primeiros anos da sua vida, que “viveram” até meados dos anos sessenta ou pouco mais: a Associação do Santo Condestável e a Academia de Santo António. Isto porque nesse número 1 da Novellae se conta a fundação da segunda delas e ficamos então cientes da seguinte ‘genealogia’: por iniciativa da Associação nasceu a Academia e, nesta, nasceu a revista Novellae Olivarum.

A Associação era uma iniciativa dos alunos, seguramente apoiada pelos professores, para a ocupação do que pode designar-se como ‘tempos livres’. Não encontrei nota escrita da sua criação, mas em 18.3.1962, à noite (leio na minha agenda, que conservo), houve uma festa de homenagem ao Reitor, Mons. D. João de Castro, nas bodas de prata da sua ordenação. Ao encerrá-la, contou-nos que o fundador da Associação foi o Dr. Gabriel Ribeiro, o primeiro presidente foi António Mendes Serrano, e o segundo, em 1935-36, foi ele próprio. [O aluno Tomaz Gabriel Ribeiro, médico, pai de família, agora viúvo, fora campeão nacional de atletismo, não recordo em que modalidade; nasceu em 1893, ordenado em 1934, faleceu em 1967] Em Março de 1962, a Associação tinha resolvido oferecer uma lembrança ao seu antigo Presidente e coube-me, Presidente nesse ano, entregar-lhe o livro “Indústria e Arte Têxtil”. O Sr. D. João, Arcediago do Cabido da Sé Patriarcal, já nessa altura andava muito empenhado na preservação da paramentaria da Sé e, nessa linha, o Sr. Cónego Figueiredo recomendou-me que consultasse a Dra. Maria José de Mendonça, criadora da ‘oficina de tratamento de têxteis’, no Instituto José de Figueiredo; aquele livro foi indicado por ela.

Na p. 30, a última desse n. 1 da Novellae, lê-se o “Relatório do 2º trimestre” da atividade de cada uma das secções da Associação, assinado pelo seu presidente, que também presta contas. As secções eram estas: literária, jardinagem, crocket, voleibol, ginástica, futebol e basquetebol.

Relativamente à secção literária escreveu: “A concorrência às reuniões da Academia e o aparecimento desta Revista sobejamente demonstram a sua utilidade”. Nas pp. 27-29 vem a “Crónica da Academia de S. António”, redigida pelo ‘Frei Jerónimo de Azambuja’ (não consegui identificar de quem era o pseudónimo). De ambas as peças se deduz que a Academia e, mais tarde, a Novellae Olivarum foram frutos da secção literária da Associação, nesse ano letivo. A Novellae surgiu em Maio, no quadro celebrativo atrás mencionado. E a Academia? O cronista Frei Jerónimo noticia que “alguns rapazes lançaram a ideia de se criar uma instituição na qual todos estivessem unidos para adquirirem uma maior perfeição intelectual e social”. Nestes termos se enunciam as finalidades da ideia originária. O cronista anota que “tal novidade foi recebida com alegria e alvoroço” e continua: “os primeiros entusiastas reunidos na Sala das Colunas, sob a presidência provisória do nosso colega D. João de Castro, parturejaram (assim leio) a Academia de S. António, e discutiram os preliminares da sua constituição. Foi uma sessão histórica.” Pena é que a reunião, qualificada como ‘histórica’, não venha datada. Deve ter sido na primeira metade de Novembro, porque o cronista prossegue: “Na segunda reunião, celebrada a 20 de Novembro de 1935, o Sr. D. João de Castro, revelando o segredo do Colégio eleitoral, proclamou solenemente o primeiro presidente: José Bonifácio da Silva, que saiu das urnas com grande glória”. Dá-se conta a seguir do espírito organizador do presidente eleito, de que a 10ª sessão foi em 16 de Março de 1936 e teve a presença do Reitor, que fez votos de que a Academia “fosse um instrumento formativo e educativo”. A crónica noticia ainda que, depois desta, já tinha havido naquele ano mais 2 sessões.

Em suma: os alunos dos Olivais, nos primeiros anos da sua existência, foram muito fecundos em iniciativas que perduraram. Devem ter formulado o velho refrão académico: vivat, crescat et floreat…

Nota final: no ano letivo 1959-60 fui Tesoureiro da Academia e lembrei-me de ir ver quem tinham sido os Presidentes. Copiei a lista, que ainda conservo. É esta:

1935-36 – José Bonifácio da Silva

36-37 – Joaquim Maria de Sousa

37-38 – António Antunes Trincão

38-39 – José Correia da Cunha

39-40 – Miguel Franco Ribeiro

40-41 – Manuel Ferreira da Silva

41-42 – João Ferreira

42-43 – José Bernardino Correia de Sá

43-44 – António de Jesus Soares Ferreira Onofre

44-45 – José Maria de Freitas

45-46 – Francisco Xavier Pina Martins Prata

46-47 – Carlos Manuel Mateus

47-48 – José da Felicidade Alves

48-49 – Orlando Alberto Coelho Ferreira

49-50 – João de Sousa

50-51 – João Alves

51-52 – Fernando Bernardino Machado Maurício

52-53 – Fernando Alves Cristóvão

53-54 – António Jorge Martins

54-55 – Abílio Tavares Cardoso

55-56 – Fernando da Piedade Melro

56-57 – Alberto Neto Simões Dias

57-58 – João Manuel Resina Rodrigues

58-59 – Fernando Jorge Micael Pereira

59-60 – João Seabra Dinis

60-61 – Artur Lemos de Azevedo

61-62 – Carlos Alberto Pessoa Pais

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